CHAM

O Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM) é uma unidade de investigação inter-universitária vinculada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores, e financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Em Setembro de 2013, o CHAM passou a integrar os investigadores provenientes das seguintes unidades de investigação: do antigo Centro de História de Além-Mar, do Centro de História da Cultura (CHC), do Centro de Estudos Históricos (CEH) e do Instituto Oriental (IO), convertendo-se num dos maiores centros de investigação portugueses na área da História.

As “fronteiras” são o tema central do projecto estratégico do CHAM para o período de 2015 a 2020. Assente numa sólida base historiográfica, este projecto multidisciplinar irá estudar a fronteira enquanto linha que separou, ao longo da história, uma pluralidade de sociedades e de culturas mas, também, enquanto uma construção social e cultural que promoveu a comunicação e a interacção. Este tema central organiza-se em torno de três problemas estruturantes: a fronteira como uma divisão espacial; a fronteira como uma demarcação intelectual; e a fronteira e a construção de identidades.

Devido ao seu carácter multiforme, a fronteira é um tema que inevitavelmente requer uma aproximação transcultural, bem como abordagens comparativas e multidisciplinares. O CHAM está particularmente bem capacitado para lidar com este desafio, pois reúne investigadores com formação em diversas épocas (desde a Antiguidade ao período moderno e contemporâneo), vários campos disciplinares (Arqueologia, História da Arte, Património, Literatura, Filosofia e História das Ideias) e áreas da História (História Económica, Social, Cultural, Religiosa, Política, da Ciência, dos Livros e das Práticas de Leitura), bem como especialistas em história de diferentes espaços geográficos.

Grupo de Arqueologia do CHAM

A área disciplinar da arqueologia é desenvolvida no CHAM desde 2006. O volume de trabalho produzido e o número de projectos em curso determinaram, em 2011, a criação de um grupo de investigação autónomo.

O grupo prossegue os objectivos do CHAM através do estudo dos vestígios arqueológicos enterrados ou submersos. Presta-se especial atenção aos territórios, estruturas e materiais resultantes do processo da expansão portuguesa nos séculos XV a XIX, mas também aos seus reflexos e interacções em Portugal e na Europa, olhando para outras experiências coloniais numa perspectiva comparativa. Procura também, através das metodologias arqueológicas, fomentar um conhecimento articulado com outras ciências e estimular a difusão dos seus trabalhos.

Neste sentido, adoptou sempre uma postura aberta, incentivando a colaboração em projectos e iniciativas multidisciplinares, esperando criar um diálogo permanente da arqueologia com as outras ciências e vice-versa.

Além da transdisciplinaridade, a equipa de arqueologia preocupa-se com a investigação aplicada ao serviço da comunidade. Neste contexto, deu prioridade a questões de salvaguarda, conservação e valorização do património arqueológico. Do mesmo modo, tem desenvolvido cursos de formação e iniciativas de sensibilização com as comunidades locais e escolas. Destaca-se a criação de materiais pedagógicos e educativos em colaboração com a Unesco, organização de exposições, etc.

Para desenvolver as suas actividades, estimular a sua divulgação e promover a inclusão social através da arqueologia têm sido estabelecidas diversas parcerias com instituições público-privadas (museus, escolas, municípios, etc.) e (empresas de arqueologia, associações, etc.).