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Seminário do projecto «O significado da doença mental em Portugal a partir da Arquipatologia de Filipe Montalto»

21-02-2020


15h00 | Colégio Almada Negreiros, Auditório A102

Conferência «Dietética, Cura e Arte Médica no século XVI: Viagem através da Arquipatologia» por Inês de Ornellas e Castro (IELT)



Resumo:

A dietética, na acepção de higiene alimentar, era, desde a Antiguidade, uma das mais valorizadas formas de terapêutica. Na arte médica do Ocidente, pautada pelos preceitos hipocrático-galénicos - a vigorarem com reinterpretações até meados do século XVIII - a saúde, percepcionada como ausência de doença, reflectia-se na acção dos iatras instados a preservar um corpo e uma mente saudáveis e a prolongar a existência através de um regime de vida ou diaita. As práticas alimentares inscrevem-se neste regime e decorrem essencialmente da revisitação das teorias humoral e, em consequência, da chamada Grande cadeia dos seres. A Arquipatologia (1614) de Montalto demonstra como a doença da mente, também ela entendida como falta de harmonia, exigia do médico um apurado conhecimento a dietética.

 

Inês de Ornellas e Castro, docente de Latim e de Cultura Clássica Latina na NOVA FCSH, doutorada em Língua e Cultura Latina, publicou traduções de autores Gregos e Latinos, textos de medicina do Renascimento e artigos sobre a história cultural da alimentação. Dirige a linha de investigação «Património imaterial e imaginários culturais» no IELT (NOVA FCSH).
Investigadora co-responsável com Carmen Soares do projecto «DIAITA - Patrimónios Alimentares da Lusofonia», colabora com diversas redes de investigação internacionais e dirige a colecção Artes de Mesa na Editora Relógio D'Água.





Comissao Organizadora
- Adelino Cardoso (CHAM)




Organização
- CHAM / FCSH/NOVA | UAc




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